sexta-feira, 3 de julho de 2009


O saruel é de origem marroquina, tradicionalmente usada por homens e mulheres como um traje religioso. É uma espécie de saia-calça e o desenho do gancho é o que mais a diferencia de uma calça convencional. O gancho é necessariamente grande e baixo, sendo ajustada na cintura por amarração. Ao ser fixada no corpo, o excesso de tecido usado na modelagem produz um efeito drapeado com dobras e pregas harmoniosas.No geral, a forma mais adotada pelas marcas exibe o gancho mais baixo e o cós franzido. Já na linha muito bem representada por Ronaldo Fraga , surge outra modelagem: a versão com o gancho longo, braguilha e cavalo. Fraga diz que se trata da evolução da boy-fit ou pijama, que há algumas estações vem aparecendo em coleções européias e japonesas. No varejo, já ganhou o apelido de “ganchão”.A saruel, que no inglês foi batizada de drop-crotch, é a base para criações ainda mais arrojadas, como a da Osklen, cujo desafio foi brincar com o volume, dar vazão à vontade de contemplar o conforto e ainda sim não perder a forma longilínea.Deve-se verificar sua adequação ao usar, pois algumas aumentam muito o quadril. Entender estas nuances garante a chave para driblar volumes inconvenientes e tornar mais simples o uso da peça.As variações de modelagens propostas pelos estilistas revelam autenticidade e estilo e uma das vantagens do modelo é que o gancho baixo traz conforto e modernidade. Vale destacar que os ganchos muito baixos são mais difíceis de usar, então é melhor optar um meio termo, principalmente os baixinhos, pois pode deixa-los menor ainda.A saruel não deixa de ser uma composição ousada e que oferece novas possibilidades de estilo.O segredo é o equilíbrio do peso visual, as partes de cima e de baixo têm que estar em harmonia de volume.

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